A mudança é progressiva
Há 2 dias completei 20 anos de idade, foi legal comemorar junto com família amigos e a garota que eu mais amo neste mundo. E agora, que estou prestes a dormir para mais um dia de trabalho, lembrei me de pessoas mais velhas dizendo sobre essa coisa de perder o “gás” da juventude, de que quando eram jovens queriam (pois tinham certeza que poderiam) mudar o mundo completamente, mudar o país, tornar as coisas melhores, mundo mais justo, mais decente (mais utópico).
Eu não sou tão velho assim (na verdade, não sou velho) e estou começando a perceber que a parte da minha alma que me dizia algo como:
Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero e
Mais justo comigoPodem os homens vir que
Não vão me abalar
Os cães farejam o medo,
Logo não vão me encontrar
Não se trata de coragem
Mas meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo,
Pra cantar
Está ficando um pouco cansada, pois está ficando tudo muito “carteira assinada”, muito “acordar às cinco”, muito “me tornar adulto e independente”, não que isso tudo seja uma besteira, muito pelo contrário, mas confesso a todos que sempre tive medo de ser mais um homem comum pegando o ônibus, lendo a mesma notícia no jornal (porém com personagens diferentes), como se minha vida se resumisse a pouco mais que isso. Os meus olhos de 20 anos estão um pouco cansados de ver certas coisas.
Acredito que o que há de mais forte na minha resistência pessoal, na minha revolução anônima, é acreditar no software livre, trabalhar com e apoiar software livre me faz me sentir um pouco assim, revigorado e rebelde (no bom sentido) e sem vontade de parar por mais que eu envelheça, mesmo vendo o Linux sendo exposto como um subproduto nas vitrines por aí. Fazer parte desta comunidade, que acredita na mudança, me faz me sentir em casa e desafiando o mundo sem sair dela sentado diante da tela. E se eu pudesse mudar tudo agora apenas clicando ou rodando o comando
# b-free -All
Todos os paradigmas em torno código livre se quebrariam. Mas isso é utópico de mais, não acredito em Outubro Vermelho do Software Livre, a mudança é progressiva, independente da velocidade em que anda, e nós estamos aí, incentivando e libertando mentes, sem sovietes e sem sindicatos, sem comunismo ou capitalismo, cada um a seu modo, na sua liberdade, pela liberdade do código!
Postado em Artigos, Contos, Linux, Open Source | 6 Comentários »
