De volta ao Kurumin
Usei Linux pela primeira vez aos 14 anos, em 2002, quando tive contato com o Conectiva (que agora é Mandriva), mas nunca dei muita bola até usar o Kurumin, aos 16, foi quando comecei a gostar de Linux.
Depois de algum tempo usando somente Ubuntu e Slackware decidi instalar novamente o Kurumin, para tentar me “curar” do ubuntismo, que mencionei num post anterior. Por outro lado, havia certa curiosidade de saber o que havia mudado da versão 4.0 (última que usei) para 7.0.
O Kurumin 7 continua sendo baseado no Debian, nesta versão ele vem com kernel 2.6.18, kde 3.5 e diversos aplicativos. Uma outra característica que prevalece é a grande quantidade de scripts que facilitam e muito a vida dos usuários novatos, principalmente os de suporte a hardwares como câmeras, impressoras, placas de vídeo 3D e softmodems(que sempre dão dor de cabeça).
A instalação
O script de instalação (kurumin-install) está bem melhor que antigamente, muito mais detalhado, dando ao usuário uma noção do que irá acontecer a cada etapa, basta ler com atenção os alertas para evitar besteiras durante a instalação.
Programas
O Kurumin vem com uma quantidade muito grande de aplicativos, principalmente para uma distribuição que cabe em apenas um CD-ROM, ele vem com muitos programas que eu gostaria de viessem “de fábrica” nas minhas outras distros, como o Firestarter (um firewall em modo gráfico) e o Amarok(Mp3 player).
Outro muito útil é o jSMS, um programa brasileiro feito em java, que envia gratuitamente torpedos SMS.

Se você precisar fazer uma virtualização, terá a sua disposição o Kurumin-EMU, um front-end para um script que utiliza o VMware Player para fazer a virtualização, antigamente o Kurumin-EMU usava o Qemu, que é mais lento, apesar de ser opensource.
Se você é daqueles que não dispensa uns comandos no terminal, poderá contar com um Yakuake, um terminal estilo Quake, com direito a transparência e suporte a abas.
Pequenos problemas ainda existem, o principal deles é a falta de integração entre os aplicativos, mas de certa forma, isso é comum em algumas distribuições com KDE. Como disse, são pequenos problemas, nada que possa atrapalhar de fato o uso do sistema.
Enfim, o Kurumin é uma distribuição ao melhor estilo “pegar e usar”, assim como o Ubuntu, com a vantagem de ser feita por brasileiros, o que nos garante um ambiente gráfico bem traduzido, e um conjunto de aplicativos afim de atender a necessidade dos brasileiros. O reencontro foi o Kurumin foi muito bom, e parece que vai gerar bons frutos, tanto para mim quanto para você, caro leitor.
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